Sentado na mesa da cozinha mirava os caixotes de cartão por abrir. Os últimos dias passara-os nesta correria da mudança.
Tinha uma mesa, duas cadeiras, uma cama e uma máquina de lavar e um montão de caixotes por abrir, as horas que passara a organizar tudo cartesianamente.
Mas agora ali sentado viera-lhe um súbito desânimo.
Estivera calor a tarde toda, ele entre o trabalho e a mudança lembrara-se vezes demais dela.
Dela, da casa antiga, do conforto de tudo numa ordem plácida, irresistível.
O Verão já no fim estava impregnado dela.
Sabia bem poder voltar atrás.
Sabia que o cheiro provocante do fim das tardes de Verão sempre o lembrariam dela, da casa antiga, da realidade que escolheu não ter tido.
Agora era preciso força para carregar caixotes de vidas passadas, coragem para desempacotar lembranças antigas, macetes para colocar tudo no devido lugar deste novo espaço que acabara de o invadir.
E claro, rezar pela chegada rápida de um Inverno frio que lhe congelasse as memórias dela, da casa antiga, da vida interrompida.
Tinha uma mesa, duas cadeiras, uma cama e uma máquina de lavar e um montão de caixotes por abrir, as horas que passara a organizar tudo cartesianamente.
Mas agora ali sentado viera-lhe um súbito desânimo.
Estivera calor a tarde toda, ele entre o trabalho e a mudança lembrara-se vezes demais dela.
Dela, da casa antiga, do conforto de tudo numa ordem plácida, irresistível.
O Verão já no fim estava impregnado dela.
Sabia bem poder voltar atrás.
Sabia que o cheiro provocante do fim das tardes de Verão sempre o lembrariam dela, da casa antiga, da realidade que escolheu não ter tido.
Agora era preciso força para carregar caixotes de vidas passadas, coragem para desempacotar lembranças antigas, macetes para colocar tudo no devido lugar deste novo espaço que acabara de o invadir.
E claro, rezar pela chegada rápida de um Inverno frio que lhe congelasse as memórias dela, da casa antiga, da vida interrompida.


