Sunday, April 3

Por lado algum

E depois pode até nem ser nada disto.
Por-se a pensar nisto e naquilo para não se lembrar deste ou daquele de quem não se pode saber nada e que não paramos de encontrar em todo os recantos onde nos tentamos eclipsar.
Na mesinha de cabeceira ao acordar, no banho, no frasco de perfume, no vidro do carro, na parede da casa cor-de-rosa, no muro de jardim, omnipresente até à exaustão.
E entretanto de ti nada.
Não ter a mais ínfima ideia de para onde foste quando já aqui não estavas.
Diz ai nessa água toda que te já foste de verdade.
E eu sem ter a mínima ideia de ti.
Só a te encontrar todos os dias em lado nenhum.
A encontrar-te por ai nos sitios onde não vou.