Monday, April 25

" - I don't want to leave. - So don't. Stay here with me. We'll start a jazz band."

Sei lá eu o que tu queres.
Não queres nada ou queres o tudo que às vezes, por infinitesimais instantes, pareces desejar.
Though you never act on it, do you?Por isso se calhar não queres mesmo nada, e isto sou só eu a imaginar tudo que queria agora.
Tu sentado a meu lado a cantarolar músicas impossíveis e eu a rir e a rir e a esperar que esta noite se aguentasse, a gastar todos os desejos do dia de aniversário para conseguir que a noite durasse só mais um bocadinho e depois logo se via…
Tu ligeiramente enfastiado, eu ligeiramente enfatuada.
É pelo riso que me sou vencida sempre.
Pelo riso e pela improbabilidade…
E que impossível que tu és. Que improvável que sou eu.
A minha falta disto, a minha falta daquilo, o meu excesso disto, o meu excesso daquilo, uma combinação por demais impraticável.
But still this doubt in my head, still this imprinted desire on the dark side of my mind.Não te sei ler, é o que é. Não descortino o sentido das tuas palavras, as inflexões dos teus súbitos silêncios, as alternâncias da tua disposição, o despropositado do teu toque.
Não te entendo, não me entendo, não te vejo, não me vês.
Oh, but how delightfully strange and intriguing you are…