Saturday, April 2

as time goes by

Queria dizer-te que temos muito tempo.
Muito tempo para o que eu quero de ti...
Muito tempo para o que tu queres do mundo...
Muito tempo para o que queremos da vida...
E no meio dela que tivessemos todo o tempo...
Queria dizer-te que temos muito tempo...
Muito do tempo que de facto nunca temos...
Esse tempo que verdadeiramente é só teu, pois o meu, assim, aqui, meu querido, está a acabar-se...

"...Then these small wonders, Keep us awake at night, These small wonders, Hold us down to the ground, And show us who we are..."

Gostava das mãos dele.
As mãos dele onde cabiam as dela fechadas.
Escondida na palma das suas mãos onde ela cabia inteira.
As mãos dele a agarrar-lhe suavemente a nuca.
Os cabelos a escorregar sem pressa por entre os dedos das suas mãos.
A cara dela entre as suas mãos suaves.
As suas mãos sempre quentes a deslizar-lhe pelas costas.
A tamborilar-lhe nas costas qualquer uma das melodias perenes que trazia na cabeça.
A desenhar-lhe nas costas nuas as formas de palavras que lhe pedia para adivinhar.
E sempre, de todas as vezes, se lhe arrepiava levemente a pele na antecipação do toque das suas mãos.
As mãos dele que lhe seguravam todas as portas que tiveram de atravessar.
As mãos dele sempre estendidas quando ela chegava.
O princípio acontecera inteiro pelas mãos dele.

O fim fora todo pelas dela...

If

If you knew me you would love all my "ifs" and "buts".
All of my little quirks would be a source of enjoyment and each detail of mine fondled with a smile.
You would go about your day and, without warning, some misplaced memory of me would bring joy to your lips.
You would go about your busy, entangled rotine, finding solace in whatever of these little nonsenses of mine insisted on pillaging your mind.
And you wouldn't even be able to grasp how could these little idiosyncrasies of mine have become so embeded in your life.
But this could only come to be if you knew me.


We've always known ignorance to be a very idle domain...