De vez em quando recordava o som do seu riso.
De vez em quando relembrava a energia silenciosa que emanava da sua voz, como rios de calma amaciando as margens da intemperança dela.
De vez em quando vislumbrava o sorriso perene que lhe iluminava o rosto.
Aí saía desnorteada pelas ruas, escrevendo o nome dele nos muros, nos autocarros, nos passeios, nas pontes, nos rios, nas portas das casas das pessoas, nas nuvens, no ar, dentro dela. Ali, em todos os sítios onde sabia que ele não podia chegar.
Foi então que um dia, depois de um destes frenesins, a cidade acordou com o nome dele escrito por todo lado.
Um nome que invadiu tudo, que tomou de assalto todo o espaço livre, que não deixava mais nada para dizer, um nome que por isso se tornou irrepetível.