Sunday, April 10

on, and on, and on...

E depois uma vez, mais uma vez e ainda outra vez a tua mão nas minhas costas, a tua boca no meu pescoço, a tua vontade contra a minha.
Deste-me ordem de despejo, mas qual inquilina ocupante, recuso-me a sair.
De novo a tua mão na minha coxa, tu colado a mim na urgência de me tomares e eu impressa contra esta parede.
Ainda assim, persisto na recusa em vagar o imóvel de pessoas e bens conforme ordenado.
Na tua pressa arrancas um botão e libertas-me a alça da sua função. Sentes o frio do cimento da parede e as minhas costas nuas queimarem-te os braços.
Dou-me por derrotada com a tua invasão.
Não me resta mais que desvanecer-me.
Seja feita a tua vontade.