Tuesday, November 29

"...em ti vejo o tempo que passou, vejo o sangue que correu, vejo a força que moveu, quando tudo parou em ti, a tempestade que não há em ti..."

Começavam lentamente a voltar-lhe as palavras.
Sentia o degelar dos dedos pelo ligeiro torpor que lhe recordava as mãos e o acompanhava nos últimos dias.
Como andorinhas buliçosas e extemporâneas para uma Primavera ainda tormentosa.
Todas as pessoas sabiam que uma andorinha não fazia a Primavera.
Ele também, mas por enquanto apaziguava-se com essa expectativa.