O que gostava nele era o tom de desespero que se escutava no
fundo da sua voz mesmo quando falava de coisas boas. Como se ele temesse pelo
fim do tempo antes de dizer e fazer todas as coisas que tinha planeado.
E ele tinha muitos planos...
O que adorava nele era aquele seu sorriso perene. Um
sorriso que deixava antever um pouco da luz que trazia dentro ainda que por
enquanto tudo nele jazesse adormecido no escuro de uma espécie de noite sem fim.