Um dia encontrou o postal numa gaveta que não abria fazia décadas.
Dizia tão só:
" Tu gostavas de ser diferente, mas és como és e é escusado teres vergonha, não vale a pena. És assim, perfeito, nem podes ser de outra maneira, e eu gosto de ti assim, já te disse. "
Sempre soubera que havia palavras bonitas.
Naquele dia arrependeu-se de nunca ter mandado o postal.
Agora seriam para sempre apenas palavras mudas paradas num tempo passado, inútil, perdido.